Ele havia arrumado a mochila fazia dias, nada de mais, 2 calças 4 pares de meia, as camisetas favoritas e
vários casacos, "o inverno nos pampas é terrível', pensou ele.
Não fez questão de se despedir dos amigos, eles entenderiam, pagou a conta do boteco e tomou sua última dose de conhaque vagabundo, lembrou do conselho de um amigo, e enfiou uma lona na mochila.
Durante a semana visitou os vizinhos coisa que nunca fazia, visitou também o tumulo de sua mãe, ficou ali por uns 15 min sem saber direito o que fazia, não acreditava em deus, na verdade não achava que se existisse um deus, que fosse merecedor de tal fé que a humanidade poe nele.
Acreditava no acaso e no diabo, sabia que a cada esquina seria vítima de um deles, antes que fosse o diabo e o levasse para um boteco legal.
Não pegou muita grana, já que deixou a maior parte em cima da geladeira, para ajudar a família, deu um abraço apertado no seu pai, e um longo beijo no rosto da sua irmã, ninguém entendeu, "afinal ele não saiu só pra comprar cigarros?".















